terça-feira, 27 de maio de 2014

Autores

      Este blog foi fruto de um esforço conjunto dos alunos Ezequiel Alves, Graciele Lima Barros, Hugo Lima, João Carlos, Jéssica de Aráujo, Maria Aparecida, Maria da Anunciação e Vanessa Carvalho. Agradecemos ao Professor André pelas excelentes aulas dadas à nossa turma.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

    O homem vitruviano de Leonardo Da Vinci, talvez seja a imagem que melhor retrata a visão humanista, iniciada no renascimento, que abandonava a visão unicamente cristã do mundo e do próprio homem. Ele foi feito por volta de 1490 e fazia alusão à perfeição do homem.


    Carl Rogers (1902-1987), foi junto com Maslow os principais teóricos sobre a abordagem humanista na psicologia. Vocês podem conferir uma entrevista com Rogers neste mesmo blog.


    Essa é a pirâmide das necessidades de Maslow ou hierarquia de necessidades de Maslow, onde Abraham Maslow propõe uma divisão hierárquica das necessidades fisiológicas do Ser humano. Segundo Maslow, as necessidades de nível mais baixo, por exemplo fisiológicas, devem ser saciadas antes das necessidades de nível mais alto, por exemplo realização pessoal.

                                         


 
                                                              Esse é Abraham Maslow (1908-1970).


































quinta-feira, 8 de maio de 2014

Conversas com Carl Rogers- O aconselhamento psicológico.- (1984).

A influência do pensamento humanista na psicologia

     Influências do pensamento humanista na Psicológia
      A Psicológia humanista ou Terceira Força, surgiu formalmente na década de 1950, como uma forma de contraposição entre as duas correntes de pensamento psicológico dominantes da época- Behaviorismo e Psicanálise- e teve como pensador fundador Abraham Maslow (1908-1970 ), com grande contribuição teorica de Carl Rogers. Sua  crítica baseava-se sobre o enfoque dado ao inconsciente pela psicanálise e ao comportamento dado pelo behaviorismo. Foi dada nessa nova linha de pensamento uma maior atenção a consciência e a afirmação de que o Ser humano em cada fase da sua vida tem que alcançar certo grau de realização. Deixando de modo evidente que o Homem é visto como um Ser evolutivo e que busca sua integração e totalidade com o mundo.
    No entanto, o maior enfoque reside na afirmação de que o indivíduo é livre para fazer suas próprias escolhas, perante as situações, e que é também responsável por elas. Embora algumas vezes seja coagito a tomar certas decisões, ainda assim responde por elas, por ser livre para toma-las, seja boa ou má. Sua base filosófica esta na corrente fenomenológica-existêncialista onde afirma que a principal angústia do Homem é sua condição onde querendo ou não estará sempre tomando decisões. Para exemplificar bem essa situação vejamos um poema citado por Carl Rogers (1902-1987) que retrata a sua posição em contraposição da subjetividade do outro.
   “Se eu deixar de interferir nas pessoas,
    Elas se encarregarão de si mesmas
   Se eu deixar de comandar as pessoas,
  Elas se comportam por si mesmas,
 Se eu deixar de pregar às pessoas,
Elas se aperfeiçoam por si mesmas,
Se eu deixar de me impôr às pessoas,
Elas se tornam elas mesmas.”
                                                                               ( Freedman, 1972,in Fadiman e Frager, 1986: 225 )

    É interessante mencionar que para Schultz ( 1994) e para outros psicológos humanistas, a Psicológia Humanista não chegou a representar uma “escola de pensamento humanista em psicológia” ou uma Psicológia cientifíca. Há algumas razões para isto, como por exemplo o fato da maioria dos psicológos humanistas atuarem em clinicas particulares e não em centros acadêmicos, pois seus estudos eram feitos de forma inferior, comprometendo a efetivação de uma teoria reconhecida pela comunidade cientifíca e deixando de ser seguido por um número alto de alunos de psicológia.
    Assim a psicológia humanista começava a dar uma enfâse primordial no indivíduo,  à sua condição de liberdade e aflições, colocando-o como o único que  pode conhecer, de forma plena, suas potencialidades, comportamento e percepção de realidade. Um exemplo desta afirmação, esta na concepção de Carl Rogers. Segundo Rogers “Todo indivídou vive num mundo de experiências no qual é o centro. Este mundo particular é denominado de campo fenomenal ou campo experiencial que contém tudo que passa no organismo em qualquer momento, e que está potencialmente disponível à consciência. Este mundo inclui eventos,percepções, sensações e impactos dos quais a pessoa não toma consciência, mas poderia tomar se focalizasse a atenção a esses estímulos. É um mundo particular e pessoal que pode ou não corresponder à realidade objetiva.”
    Para Rogers, um aspecto básico da natureza humana tendênciaria o indivíduo a conquistar de forma plena sua potencialidade, queira o ambiente favorável ou desfavorável. Que para isto ocorrer, o indivíduo precissava apenas de um nível de maturação biológica que o deixaria apto a conquistar suas potêncialidades de acordo com sua necessidade, satisfação e realização. É que sua ação ou reação se dá pela percepção de realidade que cada um detém.
    Em suma, Rogers afirma que todo indivídou tende naturalmente a auto-realização, buscando sua satisfação de acordo com sua maturação biológica.
    Outro grande teórico da psicológia humanista como já foi dito, anteriormente, foi Abraham Maslow. Maslow direcionou seus estudos ao crescimento e desenvolvimento pessoal e procurou encaixar a psicológia como um instrumento que pudesse ser provedor de bem- estar social e psicológico. Ele iniciou os estudos sobre auto-realização com pessoas que ele considerava bem realizadas e definiu auto-realização da seguinte forma “o uso e a exploração pleno de talentos, capacidades e potêncialidades. Eu penso no Homem que se auto-atualiza não como um homem comum a que alguma coisa foi acrescentada, mas sim de um homem comum de quem nada foi tirado. O homem comum é um Ser Humano completo compoderes e capacidades que foram amortecidos e inibidos.”
    A sua crítica à psicanálise e ao behaviorismo estava no fato destas não abordarem caractéristicas próprias do Homem como o amor, afetividade, criatividade, altruísmo etc que segundo ele são traços intrínsecos da natureza humana.